Foi criado um filme perfeito para explicar preconceito para crianças.

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Nesse filme, diversidade não é problema

Se animais conseguissem superar seus instintos naturais e começassem a viver em sociedade, como seriam as relações sociais estabelecidas entre predadores e presas? Não totalmente perfeitas, como Zootopia apresenta. Há preconceito por toda parte. Coelhos são fracos, raposas são traiçoeiras, ovelhas são inofensivas, leões são arrogantes… Enfim, esteriótipos nocivos para todos, assim como no nosso mundo real.

Judy é uma coelhinha doce e simpática que deseja se tornar policial – e consegue, sendo a primeira de sua espécie a assumir tal cargo. Para investigar um desaparecimento, ela precisa da ajuda de Nick, uma raposa que vive da, digamos, arte dos negócios (vigarista tá? Não é gigolô). Nick tem um quê do Robin Hood da Disney, um dos meus amores da  minha juventude.

Pode mulher adulta de 28 anos suspirar com essa imagem e ainda ser considerada sã?

Todos os personagens são bem escritos, assim como a dinamicidade do roteiro é veloz e te mantém vidrado na narrativa. É fascinante como captaram o “zeitgeist” do mundo atual e o adaptaram para um mundo com animais. Não só pelo mundo das aparências, com animais em celulares, mas também das nuances das relações sociais (coelhos podem se chamar de fofos entre si, mas quando outros animais o fazem, é um sinal de desrespeito. Ri sozinha dessa cena no cinema). As mudanças de cenários são particularmente divertidas, pois se a cidade de Zootopia acomoda todas as espécies de animais, são necessários carros, trens, centros de compras, até bairros inteiros para elefantes, ratos, pinguins, etc.

Coelhetor Furiosa

Coelhetor Furiosa

Mas o trunfo do filme é inegavelmente sua mensagem inteligente e positiva sobre preconceito. Judy sofre diversas injustiças por julgarem-na desmasiado rápido, mas ela mesma carrega algumas noções passivo-agressivas sobre outros animais (a frase “está no DNA” que ela mesmo profere, é a mesma frase que a afeta).

Uma coisa que o filme deixa bem claro é que todos são capazes de mudar, abandonar “instintos” e “naturezas” em prol de uma sociedade melhor.

AQUELA SOCIEDADE QUE SABE, A GENTE JÁ ESPERANDO TEMPO DEMAIS. NÓS, OS HUMANOS MESMO.

Hehe, assistam, é lindo, é legal, é fofo, é inteligente. É animal.

 

 

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