Atenção, spoilers!! Siga por sua conta e risco.

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O episódio do último domingo foi um balde de gelo na tensão em que nos encontrávamos pós episódio 3, que acredito foi o mais tenso da temporada e talvez um dos mais tensos de toda a série. Pelo que vi nas redes sociais esse episódio causou uma certa revolta, afinal todos querem saber o destino de Glenn, do cerco que Rick enfrenta no trailer e dos outros, mas acho que foi uma estratégia bem acertada. Acho pouco provável manter o ritmo frenético que se apresenta nesta temporada deste o primeiro episódio, além de arrastar o suspense mais uma semana.


Centrado no flashback, o episódio conta a jornada de de Morgan para que ele se apresente como é hoje, um “pacifista”, para quem toda vida importa. Na terceira temporada, temos um Morgan perturbado, recluso numa casa que mais se assemelha a um forte, armado e paranóico.

Here’s not here” mostra Morgan após esse encontro com Rick e os demais três temporadas atrás. Sua moradia aparentemente é destruída pelo fogo, e ele segue vagando com seus delírios de limpar todos da face da terra, walkers ou vivos, para sobreviver, diria até que para purificar e salvar, uma vez que não faz distinção entre pessoas que apresentam ameaça ou não.

É interessante ver o contraste entre a personagem da terceira temporada e agora, na sexta. As vezes penso (e acho que não estou sozinha), que ele exagera um pouco em querer preservar cada vida, colocando a si próprio e aos outros em perigo, vide os Wolves que deixou escapar e que depois retornaram para atacar Rick. Mas é nesse flashback que vemos o motivo de tanta transformação.

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O episódio segue com as memórias de Morgan perturbado matando todos os walkers que encontra, empilhando-os e queimando, o fogo atraindo mais walkers, num vórtice que parece infinito. Mostra Morgan atacando dois homens, um de maneira fulminante com a lança na garganta e outro ele estrangula com as próprias mãos.

Depois o vemos andando e chegando a uma cabana cercada, onde pasta uma cabra no quintal. É aí que ele conhece o habitante da cabana, que em princípio se defende de Morgan, que continua atacando, até que é rendido e colocado em cárcere numa cela, dentro da habitação.

Descobrimos que o morador da cabana é Eastman, um psiquiatra forense, que começa um processo de tentativa de recuperação de Morgan, que em princípio só pede que ele o mate.

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Enquanto Eastman vai seguindo com seu tratamento (e tentando sem sucesso fazer queijo) hora contando sua própria história, hora forçando algumas reações nele, descobrimos ao mesmo tempo que Morgan (que tentava remover as grades para fugir) que a porta da cela estava na verdade aberta.

 Então é dado a Morgan duas opções, ir embora ou ficar e seguir a jornada com Eastman.

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De imediato, vemos confusão, Morgan tentando matar Eastman, sendo novamente rendido. Até que ele resolve cooperar. É dado o primeiro sinal de recuperação mental quando ele salva Tabitha, a cabra, de walkers. E aí vemos o primeiro simbolismo de que “toda vida é preciosa”.

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Eastman então começa a contar mais de sua vida e ensinar seu Aikidô, aprendido por influência de sua filha, a ele. Morgan finalmente nota o livro que havia sido jogado em sua cela, “A arte da paz”, que segundo Eastman, também pode ser considerado um homônimo do próprio significado da arte marcial que estava aprendendo. Desta forma, descobrimos de onde vem as técnicas de luta, o bastão, mostrados por Morgan nos episódios que se seguiram após seu reaparecimento.
Os dois compartilham suas histórias e descobrimos que a família de Eastman morreu antes mesmo do apocalipse, nas mãos de um psicopata atendido por ele durante seu trabalho de psiquiatra. E descobrimos que a cela foi originalmente foi construída para que o assassino, Crighton Dallas Wilton, fosse capturado e preso alí até morrer de fome. Mas toda vida é preciosa, não é mesmo?

Entretanto, nem tudo são flores e queijo de cabra.

Depois do que parece ser o início do processo de recuperação, Morgan está cooperando com Eastman para que possam seguir a jornada para longe da cabana, então voltam ao “acampamento” onde ele havia queimado os walkers para coletar alguns suprimentos.

Não fica claro quanto tempo Morgan e Eastman passaram juntos, mas é certo que não foi tempo suficiente para uma total recuperação. Enquanto recolhem o equipamento de que precisavam naquele lugar que remete à insanidade de Morgan, com a pilha de walkers queimados, frases desconexas como “Clear” (limpo/limpar), “here’s not here” (aqui não é aqui), surge um walker, que podemos reconhecer como o rapaz que ele havia estrangulado.

E então Morgan fica paralisado, pois já tendo aprendido com Eastman, tendo saído daquele vórtice de insanidade, percebe que foi ele mesmo que levou o rapaz àquela condição. E não consegue atacar a criatura, fazendo com que Eastman tenha que defendê-lo e seja mordido.the-walking-dead-s06e04-heres-not-here-curiosidades

Toda insanidade volta à tona e ele começa a atacar o amigo e, de novo, leva uma surra. Eastman o deixa e ficamos receosos de que tudo tenha voltado à insanidade que era antes, já que Morgan encontra um walker, que estava para atacar um rapaz e uma moça, o mata e faz menção de atacar o casal. Em vez disso, ele recua. Embora assustados, eles lhe dão uma lata de comida, uma bala, agradecem e ele os deixa ir.

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Ele corre de volta a cabana e encontra a cabra Tabitha sendo devorada por walkers e resolve levá-la ao cemitério para ter o mesmo fim dos outros tantos finalizados por Eastman, que tinha o respeito de dar a cada um uma cova e escrever seus nomes, quando encontrava alguma identificação nos seus corpos. Toda vida é preciosa, certo?

Nesse momento ele vê uma cruz com o nome do psicopata e ouve o amigo confessar que, de fato, havia dado cabo do plano de matá-lo de fome.

E então temos Morgan tendo que tomar uma das ações que, no início não conseguiu tomar, que foi matar a própria esposa zumbi, terminando com o filho morto em decorrência desta “fraqueza”. Ele teria que ser o responsável por acabar com Eastman antes da transformação.


Terminamos o flashback com Morgan enterrando o amigo, deixando a cabana, sem deixar o pé de coelho da sorte, dado a Eastman pela filha. Amuleto este que vemos com ele na igreja do padre Gabriel, quando passa por lá na quinta temporada. E temos a cena em que o vemos seguindo em direção a Terminus.

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Ao final do episódio ficamos sabendo que Morgan estava contando toda a sua história a um dos Wolves, aquele que ele encontra ao final do episódio do massacre de Alexandria.

Eastman havia dito que um dia Morgan seguraria novamente uma criança e ele o fez, quando Rick deu a ele Judith. É difícil agora responder a questão: conseguirá Morgan manter viva a “Arte da Paz” mesmo o lobo tendo dito que, se sobrevivesse o mataria, mataria todas as pessoas, inclusive as crianças? Mesmo depois de tudo que se passou em Alexandria?

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Obs: um minuto de silêncio pela cabra Tabitha 🙁

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Fique calma e descanse em paz, Tabitha

Obs2: Este review saiu atrasado, mas os próximos sairão logo em seguida da exibição do episódio! Sim, vou comentar todos os episódios de agora em diante!

 

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