No próximo domingo, uma garotinha de Nova York vai ganhar um presente fofo: Uma Spider-Parade, algo como “uma marcha do Aranha”. Ellie Evangelista tem quatro anos e escutou dos meninos de sua sala de pré-escola que ela não podia ser o Homem-Aranha.

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Margaret Ryan, mãe de Ellie, disse ao DNAInfo:

Ela começou a vir pra casa dizendo que não queria mais ser uma menina. Quando perguntamos um pouco mais, ela disse que alguns meninos da escola estavam dizendo que ela não podia ser o Homem-Aranha porque ela era uma menina. […] Eu não gostei que aos 4 anos de idade ela estava tendo que lidar com algo assim, que ela não queria ser quem ela era. […] Eu escutei histórias em que meninas começam a esconder essas coisas. Quando elas estão em publico elas fingem gostar de “coisas de garotas”. Elas vão agir normalmente em casa, mas nunca vão admitir gostar dessas coisas em público.

Margareth então apresentou a Mulher-Aranha da série animada dos anos 70 para Ellie, mas que a menina ainda se identificava mais com o herói masculino.

Ela dizia “Mãe, eu amo ela, mas eu ainda quero ser o Homem-Aranha”.

Margareth procurou os outros pais da sua vizinhança atrás de conselhos, dentre eles estava Cheryl Burgos, que sugeriu a marcha em que membros da comunidade poderiam fazer o Cosplay.

Margareth espera que todo esse apoio ajude Ellie e outras crianças a se sentirem confidentes de seus próprios interesses e identidades

Eu espero que ela possa se lembrar dessa experiência e se sinta mais confortável em ser quem ela é, no que ela gosta e nas suas preferencias.

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Ser nerd as vezes nos proporciona esse tipo de notícia fofa. É incrível como nós, mulheres, crescemos rodeadas por super-heróis masculinos e ainda sim somos capazes de nos identificar com eles. Quando me perguntam qual a importância de tornar Thor uma mulher, é exatamente isso. Eu me identifico com quem carrega o martelo, não interessa se é um homem ou uma mulher, mas são as imagens clássicas desses primeiros super-heróis que nos acompanham desde a infância. A Mulher-Aranha é uma personagem muito legal, mas ela não é o Homem-Aranha, assim como Batwoman não é o Batman e a Supergirl não é o Superman.

Todas as versões femininas dos super-heróis clássicos são incríveis, mas é a tríade da DC e o Homem-Aranha da Marvel que têm o maior espaço. Eu já falei sobre isso antes, vai ser muito difícil substituir esses símbolos assim, tão rápido. Quem sabe até lá a gente, como sociedade, não entende que não interessa se o Homem-Aranha é garoto, e não interessa se a Mulher Maravilha é menina, nossas crianças (e nossos adultos também) podem se identificar com eles como pessoas, independente do gênero. 😉

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