Amigues, aviso desde o começo que esse texto está tão grande que está mais pra tese de mestrado do que pra resenha. Mas se você amou Mad Max – Estrada da Fúria tanto quanto eu, se acomoda aí e vem discutir comigo essa maravilha de filme.

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Muito se fala sobre como filmes de ação, ou blockbusters de maneira geral, não conseguem discutir assuntos importantes, sobre como esse tipo de discussão acontece apenas no cinema de autor, no cinema independente, nos dramas. Eu sei que isso é uma grande de uma bobagem, filmes de terror estão constantemente discutindo medos, inseguranças e questões sociais o tempo todo, e o mesmo pode ser dito de filmes de ação. Sim, existem filmes de ação em que a gente só quer sentar e assistir o mundo explodir – mas eles não são todos. E quando algo como Mad Max aparece, a gente pira.

Vamos analisar o filme através de seus personagens e as relações que eles estabelecem entre si.

Max é uma boa pessoa. Ele foi um homem livre dentro de um sistema opressor durante anos, mas sabe identificar a hierarquia de poder dentro desse sistema. Mesmo depois de ter sido capturado, escravizado, transformado em bolsa de sangue e pendurado a frente de um carro de guerra durante uma tempestade de areia Max faz a escolha certa. Ao ser apresentado com a possibilidade de ascender nessa hierarquia, ele se recusa. Max sabe identificar seu lugar de privilégio dentro desse universo infernal, e sabe que o certo é manter-se ao lado dos oprimidos. É um senso de justiça unido a uma necessidade interior de redenção, que o faz ajudar Furiosa e as Esposas – mulheres que, diferente dele, nunca conheceram a liberdade.

 

Durante todo o filme ele fica ao lado de Furiosa, apresentando possíveis soluções e auxiliando as mulheres em suas lutas. Ele salva e é salvo. Ele permanece sempre próximo, mas nunca assumindo controle sobre a guerra que é particular delas. Max já é livre – são elas que precisam lutar pela liberdade delas. E a Max cabe a posição de ajudar. Quando o filme termina, e Furiosa é elevada ao poder Max desaparece no meio da multidão, sabendo que por mais que ele tenha ajudado a conquista final, a possibilidade de manejar real mudança é dela, foi merecida por ela, que desafiou a morte e um sistema inteiro de opressão para ajudar outras mulheres e para tentar melhor um mundo no qual ele já é livre. Max é, na minha opinião, a personificação perfeita do que realmente é o homem que apoia o feminismo – ele apoia a luta, e se envolve na militância, ele não é um espectador passivo, mas sabe que a luta é feminina e que o protagonismo é da mulher.

Imperator Furiosa foi raptada ainda criança por Immortal Joe e conseguiu tornar-se motorista do caminhão de guerra/gasolina apesar de não ter um de seus braços. Em um sistema onde as mulheres são apresentadas ou como fornecedoras de leite, ou como Esposas, não é difícil imaginar que às mulheres danificadas o tratamento oferecido é o espartano. Sob esse ângulo Furiosa já é sinônimo de superação dentro do sistema de opressão.

O filme começa com Furiosa já executando seu plano – ela tem um objetivo bem delimitado: Salvar as esposas, leva-las ao Vale Verde. Ao longo do filme descobrimos que não é só sororidade que move Furiosa, é uma tentativa interna de alcançar esperança num passado do qual ela pouco se recorda. Furiosa fala em redenção, levantando que talvez ela própria tenha sido corrompida por esse sistema de opressão, que ela própria pode ter corroborado para a manutenção dele. Furiosa é vítima de um sistema que a força a tornar-se cumplice.

Quando Furiosa encontra as mulheres no deserto, e descobre que o Vale Verde do qual se lembrava, e que havia prometido às Esposas, é agora apenas um lugar sombrio e lamacento ela quebra. Foi uma luta inteira, dias de fuga e ao mesmo tempo combate, de perdas e derrotas todas que seriam justificadas por esse um lugar de esperança e satisfação. A cena em que ela cai na areia em desespero poderia ser um uso clichê de imagem – mas carrega tanto significado que, em um filme em que a ação é a norma, um momento de desespero silencioso parece aliviar a pressão. O caminho de Furiosa até aí, e esse desespero ao alcançar o vazio de sempre, pode ser visto como uma metáfora da nossa luta diária no feminismo. As discussões acaloradas, os textos inspirados e as vezes inflamatórios, a sensação de que a mudança está acontecendo, a esperança – tudo isso para, ao fim do dia, sermos lembradas que mulheres continuam sendo mortas e estupradas por serem mulheres. Que a distância que percorremos ainda não é o final da estrada.

Furiosa se levanta, busca em si mesmo mais esperança, e parte com seu grupo a procura de um lugar que Max sabe não existir. Max acha, até então, que esperança mata naquele mundo de sangue e poeira mas, talvez impulsionado por sua tentativa de redenção, vai até Furiosa e oferece uma outra solução – o que Max faz é apontar um outro lugar para onde depositar essa vontade de algo melhor. Pode soar como se Max estivesse homenxplicando o que Furiosa deveria fazer, mas o filme é tão bem construído e Max é um personagem tão bem determinado dentro de seu papel na história que é apenas uma maneira de apoio e solução. Max está disposto a morrer para tentar transformar aquelas cidades num lugar melhor. Furiosa e seu grupo dão a volta então e aceleram em direção a Cidadela, com um novo propósito, dentro de um novo contexto – bater de frente contra o sistema de opressão que as estava forçando para dentro de um deserto sem fim.

Mas qual é esse sistema de opressão? O Patriarcado.

Uma das grandes vitórias de Estrada da Fúria é discutir o patriarcalismo como o sistema de opressão em decadência que ele é. Um sistema que tenta a todo custo manter-se vivo, corrompendo a si mesmo e a seus seguidores ainda mais. Seus súditos vivem como animais, explorados e implorando pela pouca água que lhes é disponibilizada. Seus líderes precisam de auxílio para manterem-se em pé, Immortan Joe tem uma máquina atrelada a sua boca, suas costas putrefatas precisam de uma armadura de proteção e sustentação. Seus guerreiros só possuem meia vida, cobertos em chagas e precisando de sangue. Em nenhum momento fala-se em Patriarcado, mas os sinais são tão evidentes que quem nega não quer ver.

É interessante notar que há uma crítica ao consumismo e ao modo como nós, como sociedade, estamos sendo ligando o “possuir” ao que queremos ou precisamos consumir. No filme, água é água cola, e o conceito de bonito é apresentado com alegorias a características normalmente atribuídas à veículos – Esplêndida não é bonita, é cromada. Os carros são visto quase como imagens santas, eles são, de certa forma, a religião – e o cromar os dentes significa entregar-se de vez a Immortan Joe e chegar ao lugar que lhes é reservado em Vanhalla. O que vem depois vale o auto-sacrifício, são fanáticos religiosos dispostos a morrer.. Immortan Joe não ama nem as Esposas nem os seus súditos e guerreiros – ele os possui.

Em determinado momento, durante a primeira perseguição, os dois senhores das outras cidades se juntam a caçada. São filhos de Immortan Joe e são tão decrépitos quanto o pai. Um deles diz que usar todos aqueles recursos para resolver um problema familiar é absurdo. Esse é o mesmo tipo de resposta que vítimas de violência doméstica precisam escutar ao relatarem os abusos. Diminuir o sofrimento feminino é a especialidade do patriarcado.

As Esposas são mulheres selecionadas por Immortan Joe como uma mistura de concubinas e mães de seus filhos. A cada uma delas é dado um nome que parece refletir a sua função perante seu dono. Para Joe elas são propriedade, são coisas que lhes pertencem. Quando Esplêndida diz às outras esposas que elas não são coisas, frente a todo esse sistema que as restringe e oprime, que desloca três exércitos deserto a fora apenas para reavê-las, a frase ressoa como um gripo, uma porrada que tenta – e consegue – romper uma barreira de metal cromado. Essa barreira, aliás, parece simbolizar o modo como o machismo disfarça-se de proteção para diminuir ainda mais a mulher. Joe diz constantemente que quer as esposas inteiras, nenhum mal pode vir a elas. Cheedo, a frágil, parece agarrar-se a essa mentira durante metade do filme. O mesmo acontece quando escutamos “não saia sozinha na rua” ou “use uma saia mais comprida”, são as maneiras que o machismo promove uma opressão que se disfarça de proteção, cerceando ainda mais as liberdades femininas, criando linhas e fechando fronteiras baseadas nas ameaças que ele mesmo cria.

Esplêndida, aliás, é um dos grandes trunfos da representação feminina no filme. Grávida, ela não recua. Prefere o perigo da fuga a ter o filho sob o subjugo do tirano. Opta por ela, e pelo filho e pelas esposas, decide enfrentar os riscos de uma estrada violenta que pode terminar – e termina – com sua morte. Para salvar Furiosa coloca a si mesmo na direção da bala, usando o pequeno e asqueroso privilégio que tem com Immortan Joe. O seu estado de grávida, e a partir de determinado momento, grávida prestes a dar a luz, não lhe impede, não lhe tira a humanidade e autonomia. Em tempos onde a mulher grávida é cada vez mais extraída de suas liberdades de escolha, Esplêndida apresenta força e determinação, quebrando as barreiras e aquilo que se espera de uma mulher em sua situação.

Apesar de estarem sendo perseguidas por War Boys, as esposas demonstram compreensão e afeto aos homens enviados para “resgatá-las”. Quando Max quer Matar Nux, o war boy que tenta sabotá-las, Esplêndida diz que mortes precisam ser evitadas. Elas intervêm novamente mais tarde, identificando Nux como mais um de um rebanho perdido dentro do sistema, soldados que não entendem ao certo, e que não imaginam que há outra maneira de viver. Quando Capable acolhe Nux, e elas o aceitam como parte do grupo, mostram que mesmo entre tanta opressão a esperança de mudança permanece.

Nux é uma ótima metáfora do homem tão afogado e apegado ao patriarcado que não percebe que ele mesmo sofre uma opressão disfarçada de privilégio que não consegue (ou não quer) perceber o quão distorcido é o status quo de seu mundo apocalíptico. Ele nasce apenas para morrer em nome de Immortan Joe, para alcançar uma Vanhalla que mesmo o fim de sua vida não garante. Depois de falhar três vezes Immortan Joe, e estar relegado a uma morte sem glória, é Capable que apresenta a ele uma outra vida, uma opção menos amarga. É a guerra que encontra Nux, mas é uma guerra na qual ele pode ver um propósito palpável, mesmo que seja um propósito tão clichê como o amor. Nux é a representação do homem machista que vê no feminismo uma opção à opressão que ele próprio sofre mas que, como Max, não exige para si o protagonismo da luta.

Cheedo, A Frágil, é a representação da mulher tão oprimida pelo patriarcado que acredita no falso sistema de proteção que ele oferece. Quando lhe é dada a oportunidade abandoná-lo, tem medo e tenta retornar ao abraço acolhedor e opressor. Mas Mad Max tem uma visão positiva, mostrando com Cheedo que mesmo a mulher mais imersa nesse sistema, como a que diz não precisar do feminismo e nega a importância de todas as conquistas das quais ela aproveita hoje, pode entender que aquilo que parece segurança é na verdade um sistema sustentado também pelo medo e pelo conformismo. Se no começo Cheedo quer retornar a Joe, ao final ela usa sua outrora submissão para auxiliar a luta pela liberdade.

Mas não é só de jovens mulheres que o elenco feminino de Mad Max é composto. Quando alcançam o que seria o Vale Verde, o grupo encontra as poucas remanescentes da sociedade de onde Furiosa foi raptada. São poucas mulheres, a grande maioria idosas, e mais uma vez o filme quebra paradigmas com a representação feminina. O que mais se vê no cinema de ação nos últimos anos são atores de ação na casa dos 60-70 anos produzindo filmes em que ser um homem “maduro” (a.k.a idoso) é parte do apelo da ação. Homens nunca deixam de ser homens, mas mulheres perdem o direito de serem mulheres ao cruzar a linha dos 40. As mulheres do Vale Verde, no entanto, são parte da ação tanto quanto Furiosa e Max, e são mais ativas na luta física do que as próprias jovens esposas. São mulheres num idade em que lhes é constantemente negada o direito à liberdade e a humanidade, mas em Mad Max elas empunham pistolas, pilotam motos, atiram arpões explosivos, morrem e matam. E enquanto muitos dos filmes com os protagonistas masculinos idosos são somente ação (não que eu tenha algo contra somente ação) aqui elas estão lutando pelo direito de liberdade que mesmo sozinhas no meio do deserto, o medo da captura impedia. Elas lutam por elas mesmas, e pela próxima geração. Seja com armas, seja protegendo as sementes que podem trazer um futuro mais próspero.

É quando as mulheres do Vale Verde encontram as Esposas que eu me dei conta de um outro elemento em Mad Max, o opressor não é só o patriarcado – é o patriarcado branco. Todos os vilões no filme são homens, todos os homens são brancos, inclusive pintando seus corpos com um pó branco. O único lugar onde se vê alguma diversidade étnica no filme é entre as mulheres, que são um grupo com brancas, negra, nativas, asiática. É difícil saber qual a origem das atrizes, mas não dá para ignorar o fato de que todos os vilões são brancos, enquanto entre as mulheres há essa preocupação com um elenco mais diverso.

George Miller revisitou a trilogia que lhe alçou ao sucesso trinta anos depois do último filme ter sido lançado. É uma releitura do filme que consegue ir além não só na qualidade de ação, que vêm tanto dos anos de carreira do diretor como das possibilidades tecnológicas que em 1985 não existiam, mas que também não limita-se a uma ação sem cérebro ou presa aos temas que eram presentes na década de 80. Petróleo e água continuam acabando em 2015, mas a maior mudança dentro do cinema é que temas como o feminismo estão cada vez mais presente tanto dentro quanto fora das telas. Para auxiliá-lo nos temas feministas Miller convidou Even Ensler, autora d’Os Monólogos da Vagina, para ajuda-lo a retratar mulheres de uma maneira não objetificadora. Não contente, fez questão que a esposa, a motadora Margareth Sixel, editasse o filme, mesmo ela nunca tendo editado um filme de ação na vida. Essas duas situações, em que Miller faz questão de envolver mulheres na produção do filme só deixa os temas abordados ainda melhores.

Em entrevista no Festival de Cannes, George disse “Não existia uma agenda feminista… O que as pessoas perseguiam não era um objeto, mas as cinco esposas. Eu precisava de um guerreiro. Mas não podia ser um homem levando as cinco esposas de outro homem. Essa é uma história completamente diferente. Então tudo foi crescendo a partir daí.” George pode não reconhecer seu esforço como um ato feminista, mas ele é um bom exemplo de como a preocupação em retratar uma personagem feminina de maneira honesta resulta num ótimo filme. A agenda do feminismo é a igualdade entre os gêneros – e o filme vai além. Vivo pelo dia em que ao invés de discutir a importância da personagem feminina complexa, vou escrever sobre como ela é presente em todo tipo de produto cultural.

Recentemente a crítica feminista de cultura pop Anita Sarkeesian fez uma série de twittes em que ela critica o filme.

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Estes são alguns dos twittes de Anita, você pode encontrar os outros aqui. Eu respeito muito o trabalho dela, e na imensa maioria das vezes concordo em 100% com suas posições. E as críticas que faço aqui não são, de maneira nenhuma, para descredibilizar o trabalho imensamente importante e pioneiro que ela faz dentro do universo nerd. Mas por mais que eu entenda o que ela quer dizer com descontruir o gênero de ação, um tipo de cinema que em si é bastante machista e violento, e acredite que o feminismo trabalha para redefinir os padrões de gênero, não concordo que Mad Max não possui elementos e temas feministas, como já pontuei ao decorrer do texto. Também acho que mulheres vem em todos os tipos e com todos os gostos, então dizer que a mulher que “gosta” da violência nos filmes de ação, ou que se identifica com esse gênero de filme está apenas fazendo “coisas de cara” é reforçar a bipolarização do que é “coisa de mulher” e “coisa de homem”. Quero dar especial atenção a um dos pontos de Anitta, quando ela diz que a câmera acaricia os corpos das noivas do mesmo jeito que acaricia a violência. Não há sexualização do corpo feminino em nenhum momento durante o filme.

A primeira vez que realmente vemos as noivas Max está carregando Nux ao se aproximar do caminhão. As noivas estão se banhando com água – e é para a água que está voltada a atenção de Max. Assim que Esplêndida desliga a água, Max saca a arma na direção de Furiosa, sabendo que ela é a única ameaça física dentre as mulheres. Sim, as esposas estão vestidas com panos pequenos e retalhos, e essa vai ser a primeira vez na minha vida em que vou dizer isso, mas dentro do filme faz sentido que aquela seja a roupa de mulheres raptadas, brutalizadas e oprimidas por um sistema patriarcal que as vê apenas como concubinas ou mães. Mesmo discutindo a opressão sexual e de gênero a que as esposas e Furiosa são submetidas não há a exploração sexual da fragilidade delas perante um império misógino. Acho inclusive que essa capacidade, e esforço, em mostrar as personagens femininas como humanas e não como objetos é de onde sai parte da força do filme.

Em uma época em que tanto o cinema quanto a televisão faz questão de fragilizar e vitimar personagens femininas através da hipersexualização da violência contra a mulher, a escolha em não fazê-lo é a real surpresa. Miller também acerta no quão Gore ele decide não ser. Há ação sem parar durante todo o filme, mas a violência sangrenta tão comum aos filmes de gênero é utilizada apenas em alguns momentos, como quando Furiosa puxa a máscara de Immortan Joe, matando o vilão. Quando Esplêndida suspira pela última vez e seu ventre é aberto e de lá retirado um bebê, eu cheguei a me preparar para o impacto – em qualquer outro filme, com qualquer outro diretor, este seria um momento sangrento, altamente violento e possivelmente sexualizado. Miller opta por não mostrar as entranhas de Esplêndida, mantendo a violência não só nas mãos dos homens, mas preservando a humanidade de Esplêndida após sua morte.

Mad Max – Estrada da Fúria é, de longe, o meu filme favorito do ano. Como fã ferrenha de filmes de ação minha adrenalina correu solta durante todos os seus 120 minutos. Como fã de personagens femininas bem construídas, Furiosa e todas as outras mulheres me fizeram encher o coraçãozinho de amor. Como fã de filmes de ação que discutem temas importantes, fizeram meus olhos feministas encher de água. Sim, foi emoção pura aquela primeira sessão em Imax. Vai ser emoção pura todas as outras vezes que eu assistir Mad Max e não só amar, mas saber que aquilo pelo que a gente tanto luta dentro da cultura pop não é só o ideal, é também palpável.

Mad Max é amor, gente. <3

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