James Gunn, diretor dos filmes dos Guardiões da Galáxia, recebeu um pedido de um seguidor para que ele faça questão de ter Gamora, Nebula, Mantis e a personagem de Elizabeth Debicki (que ainda não foi anunciada) entre os brinquedos licenciados de Guadiões da Galáxia Vol 2 – e respondeu do jeito que a gente gosta.

“Eu estou em cima disso 100% desde o começo de Vol 2, fazendo questão que as nossas principais personagens femininas estejam representadas nos nossos brinquedos.”

É muito bom saber que o diretor do filme está empenhado em alcançar uma representação mais efetiva também na linha de brinquedos do filme. Caso você não se lembre, Gamora foi ignorada por grande parte do merchandising do primeiro filme, apesar de 46% do público pagante da produção ter sido de mulheres. Espero que Gunn tenha conseguido um diálogo positivo com a Marvel e a Disney para garantir essa participação feminina nos produtos licenciados. Depois dos bonecos de Kylo Ren sobrarem nas prateleiras, e os bonecos da Rey ficarem faltando, talvez a Disney esteja mais aberta para diversificar a suas personagens femininas para além das princesas.

Sempre que questionamos a falta de envolvimento dos diretores ou dos produtores sob o controle do merchandising somos “informadas” de que as ordens vem mais de cima. E sim, elas vêem, mas quando a comunidade ao redor do filme se une num esforço para que a representação feminina seja encarada de maneira série e relevante as chances de vermos essa representação chegar ao mercado consumidor é maior.

É importante que as personagens femininas sejam representadas nas linhas de brinquedo (e merchandising de maneira geral), porque é através de representações femininas positivas que nós vamos incentivar meninas e mulheres à romperem com os padrões impostos pela sociedade à figura feminina. Nós somos uma sociedade que consume cultura pop desde muito nova, e quanto mais opções de representações existirem disponíveis para todas as meninas, maiores serão as suas aspirações. Personagens como Gamora, uma anti-heroína em busca de redenção, já são difíceis de ver na tela do cinema, quem dirá nas prateleiras. Nós somos muitas e somos diversas. Queremos ver todas na telona.

Fica então a esperança de que dessa vez, em 2017, a gente não precise reviver a hashtag #whereisgamora. 🙂

 

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