Vamos direto aos pontos:

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  1. É um filme de ação que não esquece da presença feminina

Fury Road sabe que há muito mais para uma mulher num filme de ação do que o papel de donzela em perigo. São cenas inteiras, com resultados absurdos, que não aconteceriam se essas personagens não estivesse ali – e elas são o tempo inteiro tratadas como iguais tanto por Max como pelo roteiro e direção. Max é importante – mas a mensagem por trás da ação feminina é muito maior.

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  1. Diversidade feminina.

São MUITAS personagens femininas, todas com personalidades e histórias diferentes – e todas Maravilhosas a sua maneira e envolvidas de alguma maneira na ação. Além de diferentes personalidades, e apesar dos dois co-protagonistas serem brancos, Fury Road não é só formado por mulheres brancas. Há negra, asiática, nativo americana, nativa australiana… O Roteiro constrói com cada uma das personagens um arquétipo feminino diferente, mas são bem trabalhados e ajudam a sustentar um leque de personagens femininas variadas – e todas elas são essenciais e parte não só da trama central como das cenas de ação. Há um posicionamento no porque haver diversidade étnica dentre as mulheres e nenhuma dentre os homens.

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  1. Charlize Theron é FURIOSA.

Em todos os sentidos possíveis. Ela que já ganhou o Oscar ao interpretar uma serial killer, perseguiu Kristen Stewart e ajudou Keanu Reeves a superar a dor de ser um homem rico – chuta todas as bundas do patriarcado. Furiosa promete ocupar o mesmo patamar de Sarah Connor e Ripley no panteão de personagens femininas fodas da ficção científica. NADA pode parar Furiosa. NADA pode parar FURIOSA por que ela é uma MULHER.

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  1. A Direção

Mérito a quem merece mérito. George Miller é um diretor de 70 anos que deixa muito moleque de 30 no chinelo quando se trata de entender a demanda do mercado. Com um blockbuster que não só inova visualmente, mas que se dispõe a levantar as discussões que levanta. Ele faz um cinema de ação definitivo – não há nada igual. Diretor de As Bruxas de Eastwick, Baby – Um Porquinho Atrapalhado e Happy Feet a versatilidade do diretor aparece em sequencias de ação que te fazem encher os olhos d’água seja de emoção ou de puro apresso estético e temático. São cenas bem filmadas que não tentam esconder a loucura toda por trás de cortes, movimentos de câmeras ou CGI. TUDO que acontece, aparece. E aquilo que o diretor decide não mostrar é crucial para a construção do filme e para a coerência de tema, história e personagem.

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  1. É uma cabeçada no patriarcado.

Não bastasse o chororô dos Men’s Right Activists, o filme discute o patriarcado branco como o sistema opressor e em falência que ele é – e faz isso enquanto Furiosa dirige um caminhão de guerra com a cara suja de graxa e com um só braço, enquanto uma vozinha atira arpões explosivos de cima da carroceria e a outra acerta vilões pendurada entre os dois eixos dos vagões.

Você PRECISA ASSISTIR ESSE FILME HOJE.

Eu vou escrever uma crítica mais profunda sobre o filme e os temas que ele aborda – mas eu precisava dizer para vocês que esse filme é o melhor filme do ano.

 

 

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