Essa semana a internet ficou em polvorosa com o anúncio da Alamo Draft House, um dos cinemas mais tradicionais dos Estados Unidos, de que faria uma sessão exclusiva para mulheres do filme Mulher Maravilha. Os gritos de revolta vieram de todos os lados, mas o que mais ganhou voz foi o gripo dos pseudo-excluídos.

“Como assim uma sessão só para mulheres? Vai acontecer uma sessão só para homens? E a igualdade?”

A Alamo Draft House respondeu de maneira magnífica àqueles que vieram até a sua página reclamar do evento:

Teve o cara que tentou dizer que não ia fazer dinheiro – e a Alamo respondeu que a sessão esgotou logo nas primeiras horas de venda. XD

Esse tentou puxar pro Trump, dizendo que ia gerar muita raiva se o Trump fizesse uma sessão na Casa Branca (?) só para homens. A Alamo respondeu: “Se chama reunião de gabinete. Ou Reunião Sobre Saúde das Mulheres”. Burn.

Esse rapaz queria saber se vai ter uma sessão só para homens, de Thor: Ragnarok, ou uma sessão especial só para palhaços quando IT sair. A Alamo disse que talvez roube a ideia da sessão só para palhaços.

Essa pessoa tentou jogar a carta da igualdade. Alamo respondeu com a verdade: não é sore igualdade, é sobre celebrar uma personagem que representa muito, para um monte de mulheres, desde 1940.

Esse quis saber se ia ter uma sessão só para homens. A Alamo o lembrou que eles também fazem eventos privados, é só alugar o espaço. XD

Homens tem essa coisa de achar que absolutamente tudo é sobre eles. Mas por mais engraçado que seja ver essa quantidade de homem chorando um tsunami de lágrimas porque, por uma sessão (duas, já que a empresa confirmou uma sessão extra), eles não são o centro das atenções, isso não é sobre eles.

É sobre celebrar mulheres.

Sobre mulheres se encontrando num só lugar, para assistir juntas à primeira super-heroína feminina a ser a primeira super-heroína feminina a chegar aos cinemas através de um blockbuster. Fim.

Não é sobre homens, é sobre mulheres. E ninguém tá impedindo esses caras de irem nas outras milhares de sessões – são apenas essas duas que serão exclusivas para mulheres. Porque elas querem poder ir ao cinema sem ter que escutar comentários engraçadinhos sobre o filme, serem julgadas porque vão se emocionar e possivelmente chorar, sem ter que escutar homem falando que a MM está gostosa, sem ter que se preocupar com qualquer tipo de atitude tóxica masculina.

Porque durante aquelas duas horas, elas só querem aproveitar, celebrar a Mulher Maravilha e se emocionar.

Então, caras. Não é sobre vocês. O filme não foi feito exclusivamente para mulheres, mas por aquelas duas sessões, ele vai ser exclusivamente para mulheres. O mais doido é ver cara, aqui no Brasil, chorando por uma sessão que mesmo se fosse aberta, eles não iam conseguir assistir. Porque tá em outro país. Oo

Mas olha, eu tenho uma solução incrível para toda essa questão de sessões exclusivas, e algo que você, homem, pode fazer. Ao invés de sair por aí gritando que você se sente excluído e injustiçado, aqui vão cinco coisas que você pode fazer para mudar isso:

1) Entenda que o seu comportamento pode ser tóxico para mulheres, escute e leia mulheres que falam sobre isso – melhore.
2) Cobre dos seus amigos caras que eles também melhorem.
3) Vá ao cinema ver Mulher Maravilha junto com as suas amigas, incentive outras mulheres à irem ao cinema ver o filme.
4) Incentive amigos homens à ir ao cinema ver Mulher Maravilha, além de estar incentivando eles a consumir um produto protagonizado por mulher, talvez eles aprendam uma coisa ou outra sobre machismo no filme, e aí eles melhoram.
5) Comece a cobrar dos estúdios e editoras que elas dêem mais espaço para personagens femininas – só Mulher Maravilha e Capitã Marvel não é o suficiente, e nem de perto representam a totalidade das mulheres fãs de quadrinhos (nós somos mais do que brancas, magras, esbeltas e etc).

Então é isso. Não é sobre excluir homens, é sobre celebrar mulheres.

Até mais! 😉

(Prints via The Mary Sue)

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