Terminei a primeira temporada de Penny Dreadful e ela é bem mais pesada do que eu esperava – e amei. Gostei tanto que resolvi listar algumas rápidas razões pelas quais eu estou voltando para Segunda Temporada.

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  • Josh Hartner. Ele é o Backstreet Boy do cinema do início dos anos 2000, fez vários filmes, não é o melhor ator de todos mas sabe apertar os olhinhos do jeito certo. É muito legal ver um ator que acompanho faz tanto tempo ganhar espaço numa série interessante como Penny Dreadfull. E o personagem dele é muito legal – e misterioso – também.

Eva Green as Vanessa Ives in Penny Dreadful (season 1, episode 3). - Photo: Jonathan Hession/SHOWTIME - Photo ID: PennyDreadful_103_5026

  • Eva Green e a mulher complexa. Eu podia escrever uma tese inteira sobre porque Vanessa Yves é uma das melhores personagens femininas na televisão hoje em dia. Através dela a série discute o machismo e a misoginia que reinavam na era vitoriana, explorando a sexualidade da personagem de uma maneira interessante e criando paralelos ainda mais legais sobre o catolicismo e a opressão da sexualidade feminina – e o que esse tipo de opressão pode ocasionar. E a série faz tudo isso sem sexualizar a personagem além dos momentos em que ela está sob controle – tem muito show que pode aprender uma coisa ou outra com Penny Dreadful. Ela é forte, poderosa, frágil e sabe fincar o pé quando é necessário. Eva Green faz um trabalho assustador na pele de Vanessa, ela é de longe quem melhor atua na série e consegue trazer muito para a personagem e para a construção do clima da história.

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  • A Criatura do Dr. Frankeinstein. Um dos personagens mais complexos, foi escrito de uma maneira que ao mesmo tempo que você o detesta é impossível não solidarizar-se com sua situação. É interessante porque existem muitos aspectos negativos sobre a sua personalidade, mas a série faz questão de trabalha-lo dentro de uma área nebulosa, sem nunca deixar que você o odeie completamente. Pelo doutor eu não tenho muita simpatia, vou dizer. É só mais para o final da temporada que comecei a vê-lo como algo além do sádico que ele parece ser nos primeiros episódios. Espero pela segunda temporada.

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  • Rose Tyle—Billie Piper. Mais um caso de que é muito legal ver uma atriz querida numa série interessante. Gosto de Billie e o papel dela, apesar de servir para dar humanidade à Josh Hartner, não é vazio. Ela é uma mulher com um passado traumático, um presente infeliz e que luta para alcançar algum tipo de esperança dentro de uma Londres suja e que a marginaliza.

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  • Timothy Dalton, o 007 mais injustiçado do panteão de atores que já foram James Bond, tem um papel que lhe cai como uma luva e ao qual ele alcança com competência. É incrível ver como Vanessa consegue quebrar quem ele é, e como ele mesmo aceita que não é o homem que gostaria de ser. Um cara com um passado horrível que tenta fazer emendas.

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  • A História da série é muito boa e apesar de beber das, bom, várias Penny Dreadfuls consegue construir um universo coerente e intrigante. Os personagens são bem construídos, complexos e com passados interessantes, e a história não se importa de quebrar as expectativas do público ao alterar personagens importantes para quem gosta desse tipo de literatura da Era Vitoriana. A primeira temporada passa um bom tempo focando nos personagens, mas sem diminuir a importância do arco da história, aquilo que une os personagens principais e ao mesmo tempo os condena.

Então aproveita que o Netflix tá com a primeira temporada e vai lá maratonar. 😉

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