Os sentimentos são mistos com Beyond the Wall. O penúltimo episódio da temporada é sempre um dos mais bombásticos, desde o começo esperamos por esse episódio para ver algo muito grande acontecer. De fato, Beyond the Wall teve muita coisa importante acontecendo, mas a execução delas não foi das melhores.

Por um lado, não tem como não vibrar com certas cenas, ou não ficar tenso esperando ver o que vai acontecer. O episódio é tecnicamente bem produzido, porque Game of Thrones erra em várias coisas, mas não no espetáculo que eles trazem. E esse episódio foi divertido, eu ri, eu fiquei bem emocionada, senti raiva e gritei. Está longe de ser um episódio parado.

Ao mesmo tempo, as coisas aconteceram de forma tão repentina e apressadas, que elas foram só legais e divertidas, quando vários desses momentos deviam ter sido mais do que isso. Talvez com um pouco mais de cuidado, com menos furos no roteiro, o episódio poderia ter sido impactante e não só entreter. Beyond the Wall entrega os momentos que propõe, mas ele poderia ter sido melhor e com menos furos.

A partir daqui o texto terá spoilers.

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Arya continua cutucando Sansa e esfrega na cara da irmã a carta que achou. Ela acusa Sansa de ter traído a família, de não ter feito nada para impedir Ned de ser morto. Arya ameaça mostrar aquela carta para os nobres, afinal ela acredita que a irmã quer tirar o lugar de Jon como rei do Norte e obviamente isso deixa Sansa tensa. Como ela mesma vai dizer mais tarde, esses nobres não precisam de muito para quererem trocar quem está no trono.

Há algumas coisas aqui que valem ser faladas. Arya e Sansa nunca se deram bem, eu entendo, mas então por que o primeiro reencontro delas foi tão amigável? Arya já estava provocando Sansa antes de encontrar a carta. Ela diz que se lembra bem do dia em que Ned morreu, insinuando que Sansa não fez nada. Arya devia checar sua memória, porque no dia da execução Sansa gritou, esperneou e implorou para que Ned não fosse morto, basta ver as imagens do episódio. E como Sansa bem pontuou, se Arya queria tanto que alguém fizesse algo, por que ela mesma não o fez? A resposta é óbvia e Sansa sabe: Porque não tinha como impedir aquilo, se elas tentassem, as duas morreriam.

Também vale lembrar que, quando Robb e Catelyn receberam a carta de Sansa, ambos sabiam que ela tinha sido forçada a escrever aquilo. Lógico que era, Sansa era uma adolescente apavorada, com medo pela própria vida e pelo resto de seus familiares. E sabe, eu entendo que a Arya não tenha essa facilidade em perceber isso, afinal ela também era uma criança e ela passou por coisas muito diferentes. Quando a dor é grande, ela ultrapassa a razão. Mas se tem uma coisa que eu não entendo é Arya julgar os outros por sobreviverem. Ela não passou por tudo que passou, conviveu com Tywin Lannister e fugiu para sobreviver? Sansa também, só que de formas diferentes.

A Arya do começo da série obviamente não entenderia que o que Sansa fez foi sobreviver também, se essa briga tivesse acontecido mais cedo, ou ao menos sem o primeiro encontro amigável, faria sentido. Mas do que adianta fazer uma personagem que não se desenvolve? Porque eu juro que essa Arya que eu estou vendo só é diferente da primeira porque sabe lutar, o resto me parece igual, só que mais arrogante. Eu fico feliz que Sansa respondeu, porque ela estava certíssima. Além de ter sido uma adolescente que foi abusada e forçada a fazer o que fez, foi ela que conquistou o Norte, se dependesse só do Jon eles teriam perdido para os Bolton. Faz sentido que Arya não entenda, ou nem se importe com essas questões, ela nunca gostou de Sansa e, por também ter sofrido jovem, pode estar descontando o trauma na irmã, mas não me convence da forma que está acontecendo.

Estar em Winterfell é reviver tudo para Arya, mas isso não a faz ter razão em acusar Sansa. Eu espero que isso seja construído de forma que mostre que Arya está errada nos próximos episódios. Do jeito que está acontecendo, parece que só Sansa avançou como personagem, mas que Arya ficou travada no seu arco, só aprendendo a lutar. Isso é uma droga, eu gosto muito de Arya, ela é a minha Stark favorita e desde a última temporada o tratamento dela tem sido bem ruim. Arya pode não entender de nobreza, pode ter ressentimentos com a Sansa e pode ser impulsiva, mas ela não é burra.

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Depois Mindinho tenta aconselhar Sansa sobre toda a história de Arya, falando sobre a promessa que Brienne fez de proteger as duas irmãs. No começo, achei que ele estivesse insinuando que Sansa devesse manter Brienne por perto, mas ela a manda para Porto Real, porque está certíssima em não ir até lá. Mas aí eu fico confusa, por que Sansa tomou essa decisão? Brienne fala que não confia em Mindinho e Sansa deveria ouví-la, mas ela ignora e Brienne vai para Porto Real. Independente do real motivo, toda essa troca ficou muito confusa, parece só mais uma desculpa para que as coisas funcionem do jeito conveniente para a história.

A última cena mostra Sansa encontrando as máscaras de Arya. A irmã mais nova chega bem nessa hora e, novamente arrogante, provoca Sansa. Ela pergunta sobre Jon e, quando Sansa não responde, explica o que são as máscaras. Por um segundo eu achei que Arya fosse tentar algo contra a irmã, mas ela apenas entrega a adaga. Eu estou até agora tentando entender o ponto dessa história toda. O que Arya quer que Sansa faça? Qual é o objetivo disso tudo? Honestamente, eu espero bastante que Sansa pare de confiar no Mindinho e que Arya desça do pedestal e fique mais humilde. Se as irmãs estão juntas de novo, não é para terem o mesmo conflito de antes, então realmente espero que a conclusão dessa briga leve esse núcleo para algum lugar relevante.

Em Pedra do Dragão, Daenerys e Tyrion falam de Jon. Esse diálogo é legal, porque começa divertido e depois toca em pontos importantes para a história. Tyrion insinua que Jon está interessado em Daenerys e eles começam a falar sobre o encontro com Cersei. Tyrion continua insistindo que Daenerys precisa ter mais que o medo das pessoas, que ela precisa balancear isso melhor e não queimar os outros como fez com os Tarly. Depois disso, ele questiona quem sentará o trono depois dela, já que seus únicos filhos são os dragões. Daenerys não gosta disso e fala que é algo que eles precisam se preocupar mais tarde, porque pensar a longo prazo fez com que eles perdessem alguns aliados.

Os dois têm pontos válidos aqui. Por um lado, Daenerys de fato precisa se preocupar antes em vencer, porque se perder a guerra, não tem porque pensar em qualquer pessoa para sentar no trono depois dela. Sem contar que se os White Walkers ganharem, não vai ter trono nenhum. Mas Daenerys é uma líder que vai para o combate, então Tyrion não está errado em pensar que, caso ela morra, a conquista dela estará completamente acabada e os que a seguiram vão sofrer. Como Daenerys não pode ter filhos, Tyrion sugeriu que ela olhasse o modo como a Patrulha da Noite e os Greyjoy escolhem sucessores. Isso é interessante, Daenerys sempre fala sobre quebrar a roda, que seria quebrar o sistema, mas ela assumir o trono não é acabar com o sistema. Agora, tanto a Patrulha da Noite como os Greyjoy usam o sistema de votação para escolher quem ficará no comando. Se Daenerys estabelece isso, aí de fato ela quebrará a roda, porque ao invés de uma monarquia, Westeros poderia chegar perto de uma democracia. De qualquer forma, Daenerys corta essa conversa porque quer se focar no agora.

O esquadrão suicida tem várias cenas ao longo do episódio, as primeiras mostram interações entre os personagens, o que torna esse núcleo mais interessante. Uma delas foi Tormund falando para Jon que o orgulho de Mance em não ajoelhar fez muitos deles morrerem. Isso é importante porque vai desdobrar numa escolha de Jon no final do episódio. Ele também conversa com Jorah e entrega Garralonga, espada dos Mormont, mas Jorah não aceita.

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Eles encontram um urso pólar zumbi e Thoros acaba sendo gravemente ferido, mas por enquanto ele sobrevive. Essa cena também vai ser relevante para outro ponto mais tarde. O esquadrão suicida monta uma armadilha para capturar um grupo específico de White Walkers, que nos dá uma nova informação sobre eles: Caso você mate um dos líderes, todos que foram transformados por esse primeiro vão ser destruídos. Que sorte que, quando o Jon atacou o líder, só sobrou um, não é mesmo? Mas ele faz tanto barulho que atrai os outros White Walkers. Percebendo que a coisa vai ficar muito ruim, Jon manda Gendry, o mais rápido, correr até Atalaialeste de novo e mandar um corvo para Daenerys. Ele até pode ser o mais rápido, mas nunca viu neve, então mandá-lo não era exatamente a melhor opção.

Obviamente essa ideia ia dar errado. O esquadrão suicida corre e se isola numa pedra no meio de um lago de gelo. A medida que os White Walkers vão correndo atrás deles, o gelo vai quebrando, e graças a isso eles conseguem ficar seguros por um tempo, mas completamente cercados por todos os lados. Enquanto isso, Gendry consegue correr e chegar em Atalaialeste antes de congelar e é recebido por Davos. De acordo com as contas que alguns fãs fizeram, parece que se passaram alguns dias, por volta de quatro, enquanto o esquadrão suicida preso. Thoros acaba morrendo congelado e Beric considera tentar alcançar os líderes dos White Walkers, incluindo o rei da Noite, para matá-los, assim os outros zumbis seriam destruídos ou pelo menos o número ia diminuir. Só que se eles conseguissem, o que era improvável, então qual é o ponto de buscar um deles para provar a história toda para a Cersei? Era mais fácil só matar todos e fim da história.

O corvo chega em Pedra do Dragão e Daenerys resolve pegar os três dragões e ir até o esquadrão suicida. Tyrion é contra, afinal teve toda a conversa sobre Daenerys morrer e não ter ninguém para ficar no lugar dela, mas ela ignora. Levar os três dragões não foi o mais inteligente, mas eu acho justo Daenerys enfrentar as próprias lutas. Eu sou da opinião que, se um rei ou rainha é capaz de lutar de alguma forma, eles devem se envolver nas batalhas.

Depois desses supostos quatro dias, o lago volta a congelar e os White Walkers atacam. Eu me pergunto se o rei da Noite não tinha como atacá-los mesmo antes. Mais tarde nós vamos descobrir que ele é ótimo em arremesso, então será que precisava mesmo ficar esperando? De qualquer forma, a luta começa. A batalha é tensa, os White Walkers estão vindo de todos os lados e não tem para onde correr. Por incrível que pareça, nenhum deles morre além de Thoros e eu acho que isso é um erro. Não que toda a história precise matar personagens sempre, mas Game of Thrones nunca teve medo de matar as pessoas. Na primeira temporada a série construiu Ned Stark como o principal para matá-lo no nono episódio. Inúmeros personagens de peso morreram em algum desses momentos, então o esperado era que isso acontecesse. Thoros morre, mas a morte dele não é tão impactante. A própria série sabe que precisava ter mortes na hora da luta em si, porque alguns figurantes, que nem foram apresentados, morreram. Tem uma cena que praticamente mata Tormund, mas no último segundo ele escapa. Achei que foi uma escolha covarde e até inacreditável. A situação era muito terrível, alguém ia cair naquela situação.

Daenerys ex machina aparece, mas eu vou perdoar um pouco esse porque, pelas contas dos fãs, de fato o tempo bate. Os três dragões chegam queimando tudo e é lindo, mas não só pela fotografia ou pelos efeitos. Aliás, se tem algo maravilhoso nesse episódio, é o quão bonito ele é. Os efeitos dos dragões estão incríveis. Mas também é lindo porque, pela primeira vez, gelo e fogo se encontram dessa forma literal. Os grandes símbolos de cada elemento se enfrentam, assim como Daenerys e Jon se viram nessa temporada, que são as personificações desses dois elementos. Se Daenerys tinha alguma dúvida sobre os White Walkers, não existe mais, porque não tem como discutir com essa batalha. Todos sobem em Drogon, mas Jon continua lutando… Por motivo nenhum. Ele se afasta sem razão alguma. Enquanto eles esperam Jon voltar, o rei da Noite acerta Viserion com uma lança e o dragão morre.

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Antes de falar dos furos dessa luta, deixa eu falar dessa cena específica. Eu quase chorei, eu fiquei arrasada, mesmo sabendo desde sempre que um dragão ia morrer. A cena em si foi muito boa, dá para ver nos olhos da Daenerys um misto de tristeza e até incredulidade. E eu adoro dragões, é um dos elementos de fantasia medieval que eu mais amo, então doeu muito ver Viserion afundar no lago. Daenerys é inteligente em mandar Drogon e Rhaegal irem embora sem Jon, porque se o rei da Noite, com uma lança, matou um dos dragões, ela não vai ficar lá dando sopa esperando ele arrumar outras lanças.

Eu acho perfeitamente plausível que o rei da Noite tenha uma lança que faça esse estrago contra dragões. Ele é a criatura mais temida e possivelmente mais poderosa de Westeros, ele é o chefão final desse jogo, se ele não tivesse um poder grande assim, o combate no futuro não seria tão tenso. O que eu não entendo é porque o rei da Noite não mirou no Drogon. Ele é o maior dragão, com gente montando nele e parado no meio do lago. Viserion estava voando e é um alvo menor, era muito mais fácil, e eficiente, ter acertado Drogon. Se Viserion tivesse ao menos tentado atacá-los diretamente, eu poderia acreditar que o rei da Noite é um cara rancoroso e não aceita desaforo, mas do jeito que foi é a conveniência do roteiro mesmo.

Jon consegue sobreviver, mas os White Walkers ainda não foram embora, então ele não está a salvo. Mas tudo bem, porque Benjen ex machina está chegando! E ele só aparece para alcançar Jon, entregar seu cavalo e mandá-lo sair dali, se sacrificando no final. Custava ter incluído ele no esquadrão suicida antes? Imagina, Jon gostava de Benjen, eles se reencontram, conversam no caminho, falam dos velhos tempos, mas Benjen não sobrevive. Isso é um exemplo do meu maior problema com essa luta toda. Foi divertida, teve momentos emocionantes e muita coisa estava em jogo, mas além de ter sido um plano muito burro e desnecessário, que poderia ter sido resolvido de inúmeras maneiras mais fáceis e com menos riscos, não foi bem construído. Sim, os momentos são legais, é incrível (e terrível) ver Viserion caindo do céu, mas parece que Game of Thrones está sofrendo, mais do que nunca, da crise da DC nos cinemas: Fazer coisas só porque é legal.

É óbvio que uma produção de entretenimento precisa ter elementos que as pessoas gostem. Não é um problema fazer algo que os fãs querem, é ruim quando isso é jogado. Há várias coisas nessa temporada que acontecem porque são legais, mas elas não são bem construídas, e com todos os furos, acabam sendo menos do que poderiam ser. Essa luta poderia ter sido muito mais impactante, até muito mais emocional, mas a situação toda parecia tão falsa do ponto de vista narrativo (sim, eu sei que dragões e White Walkers não existem, antes de vocês me acusarem de querer realismo), que só se torna um momento legal que tinha muito mais potencial.

Jon consegue chegar na Muralha antes de Daenerys ir embora, afinal ela ficou esperando por ele. Eles entram no barco e ela vê os ferimentos que mataram Jon. Agora sim vamos falar de Jonerys. Jon pede desculpas pelo que aconteceu com Viserion, mas ao menos agora ela acredita nele. Daenerys também ganhou um grande incentivo para matar o rei da Noite, afinal ele matou um de seus filhos. Os dois dão a mão e Jon até a chama de “Dany”. Ouvindo o conselho de Tormund, Jon anuncia que está se ajoelhando (porque ele está deitado e não pode, né), e jura servir a rainha Daenerys. Eles trocam um olhar bem fofo, que praticamente confirma qualquer última dúvida que restava sobre o casal.

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Eu resolvi parar e pensar em todas as interações desse ship. A relação tia e sobrinho sempre me atrapalhou para gostar desse casal, mas tentei pensar mais friamente nas interações deles. Eu ainda sinto que faltou uma coisa ou outra. Talvez uma interação a mais, um comentário que fizessem para Jon sobre os dois, assim como teve nesse episódio com Daenerys por parte de Tyrion. Eu não preciso de muito para aceitar um casal, não mesmo, mas pelo fato deles terem começado se desgostando e pelo ritmo estar tão acelerado, eu entendo porque as pessoas achem forçado, eu também acho que tem momentos que, por mais que meu coração shipper curta, minha cabeça acha muito acelerado. Mas, dito isso, olhando o ponto em que chegamos nesse episódio, não acho que a coisa foi tão corrida ou muito forçada quanto alguns falam. São pequenas coisas a mais (ou a menos) que, na minha opinião, melhoraria a percepção das pessoas, mas há pontos interessantes também.

Outra coisa que me incomoda é como Daenerys reagiu à morte de Viserion. Eu entendo perfeitamente que na hora ela não tenha perdido o controle, afinal ela estava no meio de uma luta, e ela é Daenerys, que controla muito suas emoções e como as expressa. Mas eu senti falta de ver algo depois da batalha, algum tipo de luto, nem que fosse na forma de raiva. Quando seus dragões foram sequestrados, Daenerys gritava, mas agora quando um deles morre ela mostra mais emoções por Jon? Eles ainda não tem uma relação forte para ter chegado nesse ponto. O fato de Jon ter chamado Daenerys de “Dany” também me fez sair um pouco da imersão fangirl. Isso sim eu achei forçado. Por que ele resolveu chamá-la assim? Ninguém nunca diz isso e, como eu disse, a relação deles ainda não está nesse ponto de intimidade. O clima já estava estabelecido, dá para ter calma com esses dois. Entendo que foi uma forma de falar que ele ia se ajoelhar, mas tinha outras maneiras de construir esse diálogo.

Mas a cena da mão não me incomodou como fez com algumas pessoas. Para mim a situação é: Os dois estavam começando a se entender e foram numa missão de vida ou morte. Ambos perderam pessoas com quem se importavam, Viserion e Benjen. Todo o stress da batalha e essas perdas faz com que eles fiquem sensíveis, e nessas situações, é esperado que as pessoas acabem encontrando consolo, e até mais, umas nas outras. Westeros é um mundo cheio de guerra e violência, talvez por esses elementos aparecerem tanto, nós esquecemos que são situações muito estressantes para esses personagens. E agora ambos fizeram algo que capturou a atenção do outro. Jon fez um ato heróico, que por mais que Daenerys ache burro, ela aprecia, é óbvio na forma em que ela lista os homens para Tyrion. Além do fato de Jon ter confiado nela quando ele foi na cara e na coragem até Pedra do Dragão. Jon não tem medo de fazer o que precisa e Daenerys viu isso. Já Jon foi salvo por Daenerys, ela acreditou o suficiente nele para ir atrás do esquadrão suicida, ela perdeu um dragão para salvá-lo e isso é muito grande.

Para terminar essa zona toda, o rei da Noite transforma Viserion no tão esperado dragão de gelo. É interessante que eles tenham mostrado um urso transformado no mesmo episódio, para lembrar a audiência de que animais também correm esse risco. Isso é gigante. Drogon e Rhaegal vão ter que lutar contra o seu irmão. Westeros vai ter que encarar um dragão do rei da Noite. Sim, os dragões serem de Daenerys é ruim para os inimigos, mas dá para conversar com Daenerys e não há papo com os White Walkers.

Por mais que eu tenha me divertido com o episódio, os furos de roteiro estão aparecendo mais do que nunca, o que corta parte da imersão. É uma pena, porque vários momentos desse episódio poderiam ter sido mais impactantes, assim como as relações teriam mais tempo para serem melhores construídas. Game of Thrones diverte e dá um show de produção, mas isso acaba deixando a qualidade do roteiro um pouco de lado.

Originalmente postado em Ideias em Roxo.

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