Sabe aquele filme que te faz ficar de bem com o resto do mundo mesmo num dia em que as coisas deram muito errado? Guida, da diretora Rosana Urbes, é bem esse tipo de filme.

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Guida, é uma senhora que dedicou trinta anos de sua vida para o trabalho no Fórum. E é bem no dia da festa de comemoração desse tempo que ela descobre um anúncio convidando pessoas para serem modelo vivo. A partir daí a personagem passa por um processo de redescoberta do seu corpo e o desenho delicado de Urbes ajuda o espectador a entrar nesse caminho junto com a personagem.

É muito bonito ver uma história sobre uma mulher redescobrindo a beleza que o seu corpo possui é inclusive emocionante ver Guida se redescobrir através da arte. Não é como se ela precisasse do olhar dos outros para se auto-afirmar, mas é exatamente estar nua em frente aos artistas, e depois ver os diferentes modos como esses artistas a retrataram que ajuda a cimentar um processo de reconhecimento que vem acontecendo desde o começo do filme.

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A produtora do filme, Belisa Proença, é uma amiga querida e por isso eu acompanhei de longe todo o trabalhão que deu para produzir, editar e lançar a Guida. Foram anos de dedição que alcançaram merecidamente o reconhecimento internacional – Guida foi a grande ganhadora do Anima Mundi no ano passado e ganhou melhor curta de estréia no festival de Annency (além de vários outros prêmios).

O prêmio que mais chama atenção, na minha opinião, veio na semana passada. Guida foi selecionado para ser exibido no The Harbour’s 2015 Global Girls Festival, em Chicago. A seleção teve curadoria de jovens mulheres sem teto e que passaram por violência, mas que agora se encontram em abrigos. Essas mulheres acharam Guida emocionante.

Até o dia 8 de setembro você pode assistir e voltar em Guida na competição do Canal Brasil. Então corre lá e assiste essa delicia de curta. <3

 

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